terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Feliz Natal

No natal é a data de se estar com as pessoas de quem se mais gosta e tempo de partilhar o que a vida tem de melhor. Que este natal haja saúde, paz, amor, e muita alegria!!! A TODOS UM FELIZ NATAL E UM BOM ANO NOVO!!! 

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

TEATRO RIBEIRAGRANDENSE RECEBE EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA "TONS"

Inaugurou na noite de quinta-feira, dia 5 de novembro, no Teatro Ribeiragrandense, a exposição de fotografia “Tons” do grupo de fotógrafos “Focus”, mostra que integra o programa de Natal 2013 da Câmara Municipal da Ribeira Grande.
A exposição conta com vinte e três imagens no formato 60x40cm e oferece uma abrangência de temas que retrata as sensibilidades de cada fotógrafo, a perspetiva de cada um em relação a diversos assuntos, com especial enfoque sobre a Ribeira Grande.



 A cultura do chá, o pôr-do-Sol sobre a freguesia de São Brás ou até mesmo as tradicionais Cavalhadas de São Pedro são alguns dos assuntos que os visitantes poderão apreciar e que mereceram palavras elogiosas por parte do presidente da autarquia.


 Alexandre Gaudêncio marcou presença na inauguração da exposição e realçou a importância da fotografia na atualidade, ele que também é um amante confesso desta arte. A mostra estará patente no Teatro Ribeiragrandense até ao dia 5 de janeiro próximo.


Texto e Fotografia; Acácio Amaral

https://www.facebook.com/cmribeiragrd?fref=ts

Uma Viagem Inesquecível.

Cheio que nem um ovo, o barracão das festas é um contentor de emoções. Uns choram, outros riem, outros desatam a bater palmas espontaneamente. Por vezes, faz-se um silêncio profundo e até as crianças se aquietam de olhos presos na tela vendo desfilar os barcos de pesca, as gentes da terra e os testemunhos dos pescadores, homens simples esculpidos nas ondas do mar, homens sábios com a vida que esgrimem argumentos, consoante interesses e meras opiniões, ora a favor, ora a desfavor da construção do porto de pesca de Porto Formoso.
Já lá vão dois anos desde que o polémico porto foi inaugurado, alterando para sempre a paisagem que dá nome à terra e que permanecia quase intocada há 500 anos. E é sobre isso mesmo o documentário Meu Pescador, Meu Velho que a espanhola Amaya Sumpsi quis estrear em primeira mão neste pedaço de paraíso à deriva no Atlântico: a ilha de São Miguel, nos Açores. Sobre isso e sobre um tema atual, o desenvolvimento sustentado, a eterna guerra entre o que permanece, mantendo a genuinidade dos lugares, e o que se transforma, em nome do progresso, formatando o mundo num estereótipo. Certo é que, desde que Amaya aqui chegou, em 2005, muito mudou em Porto Formoso.
Mas hoje é dia de festa em honra de Nossa Senhora da Graça, a padroeira, e no barracão adjacente às festas, ao lado da quermesse – recheada de bibelots indecifráveis – César é herói por um dia. “Ó meu rapaz, tu falaste muito bem”, dizem-lhe, e ele, ao lado da namorada, ora incha de orgulho, ora encolhe os ombros de vergonha. Estranhamente, o aplauso ao documentário é unânime. E não há quem se chateie com os pontos de vista antagónicos apresentados. César aparece várias vezes, desfiando redes no cimo de um monte e dizendo de sua justiça. Sobre Porto Formoso e sobre este mundo, “o que temos”.
Lá fora, as modinhas regionais e os hits pimba, já vão fazendo esquecer a polémica construção do porto – “a gente acaba por se habituar, não é? Qualquer dia ninguém se lembra de como isto era antes”. E cá dentro, põem-se mesas e desfilam petiscos bem temperados e bem regados, brinda-se ao futuro, que o passado, esse já está registado pelo olhar de uma madrilena que veio para os confins do mundo e se apaixonou pelas paisagens, pelas pessoas, e pelas suas vidas.
Texto Patrícia Brito fotos Marisa Cardoso